Inscrições para o sorteio da vagas para o CTPM/Manhuaçu – 2016

ATENÇÃO!!

As inscrições para o sorteio da vagas para o CTPM/Manhuaçu serão feitas exclusivamente no Colégio Tiradentes de Manhuaçu, no dia 25/01/2016 das 08 às 17 horas.

As inscrições serão feitas pelos candidatos maiores de 18 anos ou pelos responsáveis legais dos candidatos menores de idade.

Será obrigatório a apresentação:
√    declaração de escolaridade;
√    cópia da certidão de nascimento ou identidade.

O atendimento para as inscrições será realizado através de fila única. 

Todos os candidatos e/ou responsáveis poderão participar do sorteio, que será realizado no dia 26/01/2016 às 08 horas, no auditório do Colégio Tiradentes de Manhuaçu.

O nº de vagas disponíveis para sorteio são:

1º ano Ensino Fundamental: 10 (dez) vagas
5º ano Ensino Fundamental: 13 (treze) vagas
6º ano Ensino Fundamental: 09 (nove) vagas                                                                                                            

8º ano Ensino Fundamental: 22 (vinte e duas) vagas

1º ano Ensino Médio: 05 (cinco) vagas

3º ano Ensino Médio: 15 (quinze) vagas

 

ENEM 2011

LITERATURA NO ENEM

Sem leituras obrigatórias, ENEM cobra escritores brasileiros

O professor Eduardo Calbucci,  de São Paulo, acredita que conhecer os escritores brasileiros é importante para se dar bem nas questões que envolvem literatura no ENEM. Ele salienta que a prova sempre deu ênfase ao período modernista, movimento iniciado na primeira metade do século 20 e que tem como principal marco a realização da Semana de Arte Moderna.

Ao apontar os autores mais valorizados pelo exame, Calbucci cita Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade, porém ele alerta que não é necessário os estudantes lerem todas as obras e se aprofundarem muito. “O que precisa ter é familiaridade com as características do Modernismo, até porque não adianta conhecer a fundo os livros, pois a prova não vai pedir alguma questão específica”, explica.

Segundo o professor, nas questões envolvendo literatura, existem três modelos de perguntas que são mais frequentes no ENEM. O primeiro consiste em analisar um poema e compreender o texto literário, para indicar sobre o que está tratando o exemplo. O segundo apresenta o poema de um autor para que o aluno analise e identifique suas principais características.

O Enem também pede para o aluno relacionar dois textos: o literário e uma crítica feita por um especialista. “Nesse caso, podemos ter um crítico falando sobre como Machado de Assis conversava com o leitor, a partir daí, o aluno terá que identificar, na obra, onde isso está indicado”, exemplifica o professor. Para Calbucci, é fundamental rever as provas anteriores para saber como elas são, pois assim a pessoa vai estar preparada para o ENEM deste ano, que ocorre nos dias 22 e 23 de outubro.”

Fonte: http://noticias.terra.com.br

Colégio Tiradentes de Manhuaçu obtém excelente desempenho no ENEM

 

 

O CTPM Manhuaçu tem se sobressaído nas avaliações externas. No dia 12/09, o MEC divulgou as notas obtidas no ENEM 2010, e obtivemos expressivo avanço com relação ao ano de 2009, conforme o quadro abaixo:

 

 

ANO MÉDIA OBTIDA COLOCAÇÃO NO MUNICÍPIO (ESCOLAS PÚBLICAS) COLOCAÇÃO ENTRE OS CTPM COLOCAÇÃO NO PAÍS COLOCAÇÃO NO ESTADO, ENTRE AS ESCOLAS PÚBLICAS
 

2009

 

598,64

 

1º LUGAR

 

8º LUGAR

 

3142º LUGAR

 

21º LUGAR

2010 

621,03 1º LUGAR 4º LUGAR 1508º LUGAR 4º LUGAR

 

A Revista Veja, edição 2235, de 21 de setembro de 2011, publicou uma matéria a respeito do ENEM, segundo a qual apenas 6% das escolas do país tiveram média acima de 600 – patamar equivalente à média das escolas da OCDE (organização que reúne os países mais ricos). Nós nos orgulhamos em fazer parte deste percentual, com a média de 621,03.

O comando da PMMG enviou nota a toda a comunidade militar, em que dizia:

“O Comando da PMMG congratula-se com toda a Equipe Administrativa e Pedagógica dos Colégios Tiradentes (oficiais, praças e servidores civis), na certeza de que essa ótima performance é fruto do trabalho consciente desses profissionais e também da dedicação integral da Família Policial Militar e da qualidade distintiva dos nossos alunos (filhos), o que projeta ainda mais o Sistema de Ensino da Polícia Militar no cenário educacional de Minas Gerais e do país.’

 

Congratulamo-nos com os alunos, pais, professores, equipe pedagógica e administrativa, sabedores de que o sucesso de todos depende de cada um de nós.

IDH, PIB, Mortalidade Infantil e Renda Per Capita – saiba mais

Em Geografia é muito comum o uso de palavras como IDH, PIB, Mortalidade Infantil e Renda Per Capita. No entanto, muitos alunos acabam ficando confusos e mesmo com uma explicação do professor não conseguem entender o que significa essas siglas e conceitos.

Para quem está se preparando para o Vestibular é muito importante ter o domínio desses conceitos. Entenda agora o que cada sigla significa.

IDH: O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança média de vida, natalidade e outros fatores. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população, especialmente o bem-estar infantil.

PIB: O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região (qual seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região.

Mortalidade Infantil: Mortalidade infantil consiste no óbito de crianças durante o seu primeiro ano de vida e é a base para calcular a taxa de mortalidade infantil que consiste na mortalidade infantil observada durante um determinado período de tempo, normalmente um ano, referida ao número de nascidos vivos do mesmo período

 

Fonte: www.mundovestibular.com.br

Entenda o Novo Código Florestal

Congresso chegou a um impasse na votação do projeto de lei que altera o Código Florestal brasileiro. Os ruralistas defendem as alterações propostas pelo governo, que irão beneficiar os pequenos agricultores, enquanto os ambientalistas temem o risco de prejuízos ao meio ambiente.

Direto ao ponto: Ficha-resumo

O Projeto de Lei no 1.876/99, elaborado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), tramita há 12 anos na Câmara dos Deputados, em Brasília. Ele foi aprovado em julho do ano passado por uma comissão especial e colocado em pauta para ser votado no último dia 12 de maio. Porém, prevendo uma derrota, a bancada governista retirou o projeto de pauta, que agora não tem prazo definido para voltar ao plenário.

O Código Florestal reúne um conjunto de leis que visam à preservação de florestas, como limites para exploração da vegetação nativa e a definição da chamada Amazônia Legal (área que compreende nove Estados brasileiros). O primeiro código data de 1934 e o atual (Lei no 4.771), de 1965.

O documento adquiriu maior importância nos últimos anos por conta das questões ambientais. Ao mesmo tempo, precisa ser atualizado para se adequar à realidade socioeconômica do Brasil.

Estima-se que 90% dos produtores rurais estejam em situação irregular no país, pois não seguiram as especificações do código de 1965. Eles plantam e desmatam em locais proibidos pela legislação. É o caso, por exemplo, de plantações de uvas e café nas encostas de morros e de arroz em várzeas, em diversas regiões do país.

Para regularizar a condição dessas famílias, o novo Código Florestal propõe, entre outras mudanças, a flexibilização das regras de plantio à margem de rios e de reflorestamento. Os ambientalistas, no entanto, contestam o projeto. Segundo eles, haverá incentivo ao desmatamento e impactos no ecossistema.

O desafio será equacionar a necessidade de aumentar a produtividade agrícola no país e, ao mesmo tempo, garantir a preservação ambiental.

Pontos de discórdia

Entre os principais pontos polêmicos do novo Código Florestal estão os referentes às APPs (Áreas de Preservação Permanente), à Reserva Legal (RL) e à “anistia” para produtores rurais.

Áreas de Preservação Permanente são aquelas de vegetação nativa que protege rios da erosão, como matas ciliares e a encosta de morros. O Código Florestal de 1965 determina duas faixas mínimas de 30 metros de vegetação à margem de rios e córregos de até 10 metros de largura. A reforma estabelece uma faixa menor, de 15 metros, para cursos d’água de 5 metros de largura, e exclui as APPs de morros para alguns cultivos.

Entidades ambientalistas reclamam que a mudança, caso aprovada, aumentará o perigo de assoreamento e afetará a fauna local (peixes e anfíbios), além de incentivar a ocupação irregular dos morros, inclusive em áreas urbanas. Já os ruralistas acreditam que a alteração vai ajudar pequenos produtores, que terão mais espaço para a lavoura.

Um segundo ponto diz respeito à Reserva Legal, que são trechos de mata situados dentro de propriedades rurais que não podem ser desmatados. Cerca de 83 milhões de hectares estão irregulares no Brasil, segundo a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

A lei determina que todo dono de terreno na zona rural deve manter a vegetação nativa em proporções que variam de acordo com o bioma de cada região. Na Amazônia é de 80%, no cerrado, 35%, e nas demais regiões, 20%.

Anistia

O projeto exclui a obrigatoriedade para pequenos proprietários (donos de terras com até quatro módulos fiscais, ou, aproximadamente, de 20 a 400 hectares) de recuperarem áreas que foram desmatadas para plantio ou criação de gado. Para os médios e grandes proprietários são mantidos os porcentuais, com a diferença de que eles poderão escolher a área da RL a ser preservada. O dono de uma fazenda em Mato Grosso, por exemplo, poderia comprar terras com vegetação natural em Minas para atender aos requisitos da lei.

Para a oposição, há pelo menos dois problemas. Fazendeiros podem dividir suas propriedades em lotes menores, registrados em nome de familiares, para ficarem isentos da obrigação de reflorestamento. E, caso possam comprar reservas em terrenos sem interesse para a agricultura, poderão criar “bolsões” de terras áridas. A bancada ruralista, ao contrário, acredita que a medida vai favorecer produtores que não têm condições de fazer reflorestamento.

O terceiro ponto de discórdia diz respeito à anistia para quem desmatou, tanto em Áreas de Preservação Permanente quanto em Reserva Legal. O Código Florestal prevê que serão multados proprietários que desmataram em qualquer época. O texto em debate isenta os produtores de multas aplicadas até 22 de julho de 2008 – data em que entrou em vigor o decreto regulamentando a Lei de Crimes Ambientais. Os contrários à proposta acham que a anistia criará precedente que irá estimular a exploração predatória das florestas.

Fonte: www.educacao.uol.com.br

Tabela periódica ganha dois novos elementos

Cientistas anunciaram no dia 8 de junho a inclusão de dois novos elementos químicos na tabela periódica. Os compostos de número atômico (quantidade de prótons) 114 e 116 ainda não foram batizados. Eles são chamados, provisoriamente, de ununquádio (114) e ununhéxio (116), em referência aos seus números.

Diferente de elementos mais conhecidos, como o chumbo, o ferro, o mercúrio ou o carbono, os novos compostos não podem ser encontrados na natureza. Eles foram criados por cientistas em laboratórios, assim como todos os de número atômico superior a 94 na tabela.

Os elementos 114 e 116 são altamente radioativos, pesados e instáveis. Eles duram apenas frações de segundo, após os quais se dividem em substâncias mais leves.

Ambas as substâncias foram descobertas por pesquisadores do Instituto Conjunto para Pesquisa Nuclear em Dubna, na Rússia, e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore da Califórnia, nos Estados Unidos. Foram três anos de revisões e dez de estudos até que fossem adicionados à lista.

A tabela periódica, elaborada pelo químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) em 1869, possui hoje compostos reconhecidos com números atômicos que vão até 112. Outros, de números atômicos 113, 115, 117 e 118, também encontrados nos últimos anos, aguardam comprovação da comunidade científica para serem oficializados.

José Renato Salatiel*

Fonte: www.educacao.uol.com.br

Temas de Redação – atualidades

Apostas
A professora Vera Lúcia aponta os seguintes assuntos como apostas para os vestibulares de 2011:
enchentes no Rio de Janeiro ocorridas no início do ano;
terremoto e tsunami no Japão: pode ser cobrado o funcionamento das placas tectônicas e o país também pode virar tema de questões. “Podem vir questões bastante interessantes a partir daí”, ressalta Vera;
China: com a visita da presidente Dilma Roussef ao país, a China e os países chamados “Brics” (Brasil, Rússia, Índia, China e, mais recentemente, África do Sul) podem cair nas provas;
religião muçulmana e sua importância na África e no Oriente Médio;Israel e a Palestina;movimentos no norte da África e no Oriente Médio;Afeganistão e o Taleban;
abertura econômica de Cuba;dados do último censo brasileiro;energia nuclear e o “aniversário” de 25 anos do acidente nuclear em Chernobil, na Ucrânia.

Grandes temas
O professor Scalzaretto aponta três temas que são comuns todos os anos:
questão ambiental: “Dentro da questão ambiental tem um monte de pequenos assuntos que podem ser cobrados de maneira diferente, tais como aquecimento global, desmatamento e calota polar”, diz.
janela demográfica: “O Brasil está chegando em um momento histórico em que vamos chegar no maior número de população ativa. Esse intervalo de hoje até 2024 é conhecido como ‘janela demográfica’; é um momento em que temos um equilíbrio da população. Vários países aproveitaram isso para crescer economicamente, tais como a Coreia do Sul. A china está passando por isso e está aproveitando muito bem. É um assunto quente, difícil, complexo, e vale a pena estudá-lo”, explica.
problemas urbanos: “Todo ano cai problemas urbanos nos vestibulares – enchentes, favelamento, deslizamento de morro, ocupação de áreas de risco etc. A partir de uma foto ou matéria de jornal, é elaborada uma questão”, comenta.

Apesar de não serem cobrados detalhes factuais do noticiário, o professor recomenda a leitura de jornais, mas com sabedoria. “Vai ler jornal? Legal, mas tem que saber o que ler e como ler; a leitura tem que ser regida pelo vestibular”, diz. Ele explica que o estudante deve observar as notícias que tem relação com o que é ensinado no colégio e aquelas que estão em pauta por muitos dias. “Não adianta ficar lendo duas horas sem saber o que ler”, completa


Fonte: www.vestibular.uol.com.br

Gestão da água é estratégica para o futuro

O 3º Relatório Global das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, elaborado com a participação da Unesco e divulgado este ano, conclui que a demanda global por água tem aumentado significativamente em função do crescimento e da mobilidade populacional, da elevação do padrão de vida de parte da população e de uma maior produção de alimentos e de energia, incluindo os biocombustíveis. Deve ser considerado ainda o impacto das mudanças climáticas como elemento adicional de perturbação do ciclo hidrológico.

Essas processos têm repercussões na qualidade e na disponibilidade de água, podendo resultar ainda em eventos extremos, tais como secas e enchentes, que muitas vezes são agravados em cenários de estresses hídricos ocasionados pela ação do homem e de conflitos pelo uso já presentes. Também são fatores que merecem atenção o comprometimento dos mananciais por efluentes e a interação da água com o lixo urbano, o que se deve, em países como o Brasil, ao saneamento insuficiente e à ausência de manejo abrangente de resíduos sólidos.

As questões relacionadas à água são também importantes para o desenvolvimento e o bem-estar. Assegurar o acesso a esse bem público de valor econômico e a disponibilidade para todos os usos, conforme previsto na Lei das Águas (Lei 9.433/97), converte-se em um desafio amplificado, cujo trato necessariamente se estende aos sistemas estaduais de gestão de recursos hídricos.

A boa governança no setor recursos hídricos é essencial. Mas deve haver integração com outros setores nos quais também são tomadas decisões que afetam a oferta e a qualidade da água para os usos prioritários, entre eles agricultura e energia – exigindo melhor gestão pública, parcerias e maior prestação de contas à sociedade. Nesse sentido, o Relatório ressalta que alguns países já iniciaram a integração da gestão de recursos hídricos com seus respectivos planos e políticas de desenvolvimento diante de um cenário de escassez.

Entretanto, no caso do Brasil,  ainda restam lacunas na operação dos instrumentos da gestão ambiental e das águas, além de inexistirem iguais recursos e mesmo capacidades técnicas para executá-los plenamente em todas as unidades federativas. Existem órgãos gestores de recursos hídricos mais e menos estruturados, e há estados em que eles inexistem. O Nordeste brasileiro tem áreas com distintos perfis hídricos e impedimentos importantes ao desenvolvimento – e à gestão de águas em particular. A escassez de recursos financeiros é um dos aspectos, ao passo que a qualificação técnica e quadros funcionais suficientes viabilizam as capacidades técnico-institucionais dos órgãos gestores para o cumprimento satisfatório de seus mandatos.

A Unesco é a agência especializada do Sistema Nações Unidas responsável pela capacitação para a gestão dos recursos hídricos, tendo como meta promover a gestão integrada e a revitalização das bacias hidrográficas em situação vulnerável. A estratégia consiste em melhorar as políticas de gestão, criar capacidades técnicas para a boa governança pública em águas e a educação ambiental em todos os níveis, catalisando vias de adaptação nas bacias hidrográficas e nos aqüíferos. Em particular, o planejamento estratégico da Organização visa a aprofundar, nos estados e municípios, os processos de capacitação em gestão de recursos hídricos, construindo competências para o gerenciamento público e privado das bacias hidrográficas, considerando as necessidades de desenvolvimento sustentável do Brasil.

Dessa forma, o planejamento e as ações da Organização são compatíveis com os desafios e as lacunas existentes para a gestão de águas nos estados do Nordeste, havendo convergência de finalidades e pontos de contato no plano das ações. A construção de capacidades técnicas e institucionais para a gestão – que vai além do treinamento e da formação – são o cerne das parcerias possíveis, pois consideramos que investimentos no setor e a execução plena dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos são primordiais para o crescimento econômico e o desenvolvimento social no Brasil.

Fonte: Envolverde/O Autor

Originalmente publicado em: http://www.rts.org.br

 

A Crise Política do Egito

Por Fernando Rebouças *

O “Dia da Revolta”, ocorrido no dia 25 de janeiro de 2011, foi o estopim inicial da onda de protestos e conflitos violentos entre os civis e as forças de segurança do governo egípcio. Nesse dia, milhares de manifestantes foram às ruas exigir reformas políticas e a queda do presidente ditador Hosni Mubarak.

Os principais pontos de confrontos ocorreram nas cidades do Cairo e Suez, e aos poucos, começou a avançar por outros pontos urbanos do Egito. O “Dia da Revolta” foi inspirado nas manifestações ocorridas em dezembro de 2010, na Tunísia, país onde a população conseguiu derrubar o presidente Zine Al-Abidine Ben Ali, influenciando o mundo árabe a questionar a presença de governos fechados e ditatoriais em seu sistema político.

Egito Wikimedia Commons

Há décadas, qualquer tipo de manifestação popular no Egito era proibida, o país foi governado por Mubarak desde 1981. Um dos principais agitadores das manifestações, o grupo Movimento 6 de Abril, é um grupo político de oposição que tem convocado milhares de civis para ocupar as principais ruas e praças de Cairo e Suez.

O Movimento 6 de Abril obteve o apoio do Irmãos Muçulmanos e da plataforma política liderada pelo Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei, que retornou da Áustria para ajudar a liderar o movimento de oposição.

A grande maioria dos civis que ocupa as ruas é composta de jovens nascidos durante a década de 80, uma geração que têm herdado problemas econômicos como desemprego, corrupção política e ausência de investimentos sociais. As mulheres egípcias, consideradas passivas pela religiosidade do país, também começaram a participar ativamente dos protestos. A religião predominante no Egito é a Islã Sunita.

Muhammad Hosni Said Mubarak. Wikimedia Commons

Depois de quatro dias de protestos, o presidente Mubarak rompeu o silêncio e determinou a renúncia de todos os ministros de seu governo, nomeou novos ministros e criou o cargo de vice-presidente, cargo antes inexistente. Na tentativa de conter as manifestações, além da repressão direta contra os manifestantes, o governo determinou toque de recolher nas vias públicas, bloqueou as telecomunicações e a Internet.

Antes do bloqueio da Internet, os jovens egípcios, maioria entre os manifestantes, utilizaram as redes sociais para disseminar pensamentos contra o governo e organizar as concentrações públicas, mas, apesar do bloqueio, os manifestantes continuaram a se organizar nas ruas e a enfrentar as forças de segurança que passaram a contar com o apoio do exército egípcio.

Além das manifestações políticas, criminosos tiraram proveito da agitação popular para saquear estabelecimentos comerciais e museus históricos, mas não se sabe se todos os saques foram realizados por bandidos ou por manifestantes necessitados.

No dia 31 de janeiro de 2011, o governo do Egito ordenou que as Forças Armadas do país não utilizassem a força contra os manifestantes. No mundo inteiro iniciou-se um debate sobre a postura do exército e das forças de segurança nas ruas, perante o número de mortos e feridos entre os civis e militares. Nos sete primeiros dias, o número de mortos era de 138. No lugar de munição real, as Forças Armadas e as Tropas de Choque iniciaram o uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Referências bibliográficas:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/868259-oposicao-convoca-megaprotesto-e-rejeita-dialogo-no-egito.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/868401-governo-britanico-diz-que-repressao-vai-acabar-mal-no-egito.shtml

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110125_egitoprotestos2_pai.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/868479-exercito-egipcio-nao-usara-forca-para-conter-protestos-diz-agencia.shtml

* Fernando Rebouças é formado em Propaganda e Marketing e Pós-graduando em Produção Editorial pela Universidade Estácio de Sá – Rio de Janeiro.

Universidades poderão elaborar itens para as provas do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) lançou chamada pública convocando instituições públicas de educação superior interessadas em elaborar e revisar itens para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo é incluir universidades no processo de montagem das provas, ampliar o número de itens do banco nacional de itens em menos tempo e transferir às universidades públicas conhecimentos sobre avaliações em larga escala.

O Enem é composto por uma redação e quatro provas, cada uma de uma área do conhecimento: matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias. Cada prova é composta por 45 itens. O ideal é que o banco de itens tenha, no mínimo, 20 mil itens por área do conhecimento.

A chamada pública foi publicada na edição desta segunda-feira, 28, no Diário Oficial da União. Estabelece que as instituições – municipais, estaduais ou federais – interessadas em participar do processo se cadastrem pela internet. O período para cadastramento é de 30 de março a 15 de abril.

Após o cadastramento, o Inep oferecerá capacitação aos coordenadores gerais e coordenadores de área sobre os pressupostos teóricos e metodológicos sobre avaliação em larga escala, instrumentos de medida, matrizes de referência, elaboração e revisão de itens. Somente após as capacitações as instituições estarão credenciadas a participar do trabalho.

Após assinatura de termo de sigilo e compromisso, a instituição deverá capacitar elaboradores e revisores de itens – que deverão ser servidores ativos, na área de docência ou pesquisa. Eles vão elaborar os itens segundo a demanda do Inep e, após a conclusão do trabalho, enviar o conjunto de itens elaborados e revisados.

Esses itens serão, então, submetidos a revisão pelo Inep e, posteriormente, a pré-testagem. Apenas depois disso estarão prontos para compor o banco nacional de itens.

Para fazer a inscrição

Documentos

– Chamada pública
– Termo de sigilo e compromisso
– Modelo de plano de trabalho
– Modelo de termo de cooperação
– Minuta de convênio

Fonte: Assessoria de Imprensa do Inep